Clássicos da Ficção | Neuromancer - Willian Gibson

CAPA EDIÇÃO ALEPH 2016 - REPRINT DA TRILOGIA EM COMEMORAÇÃO AOS 3O ANOS DA OBRA.
sinopse
No futuro, existe a matrix - uma alucinação coletiva virtual, na qual todos se conectam para saber tudo sobre tudo. Case, porém, não pode mais acessá-la. Ele foi banido e, hoje, sobrevive como pode nos subúrbios de Tóquio. E continuaria a se destruir se não encontrasse Molly, uma samurai das ruas que o convoca para uma missão da qual depende toda a existência da rede. O romance de estreia de Gibson é o primeiro volume da chamada Trilogia do Sprawl, que ainda inclui os livros Count Zero e Mona Lisa Overdrive. Esta edição comemorativa de 30 anos contém os extras - prefácio do autor escrito especialmente para o público brasileiro, três contos inéditos no Brasil e ambientados no universo Sprawl - Johnny Mnemônico, Hotel New Rose e Queimando Cromo (os contos trazem personagens e eventos presentes no livro).

Ano Lançamento: 1984 |  Ano Lançamento BR: 1991 | Páginas: 299 | Editora: Aleph

meus pensamentos
Sabe aquela resenha difícil de se fazer? Então.
Antes de começar a ler eu fui fazendo um amontoado de opiniões de quem já leu e o veredito foi: leia que é muito bom.

O livro é bom? É sim, mas não foi tudo isso não. Essa não-surpresa se deve pelo livro ter mais de 30 anos e tudo já descrito foi passado pra tantas outras mídias que perde-se aquele encanto de novidade. Porém, é um clássico desbravador de ficção, ou devo dizer cyberpunk? Tive uma dificuldade no começo em me acostumar com nomes, termos e ritmo da leitura, mas não foi impedimento para deixar a imaginação fluir as fuck. Se tem um livro que te faz imaginar é esse, os cenários são extremamente descritos que te faz viajar incessantemente e podem te deixar confuso.

A Aleph foi bem bacana em descrever alguns termos no final do livro, como cowboy - quem imaginaria que o termo cowboy se referiria à hackers. Algumas outras coisas você vai ter que procurar pois são termos específicos que descrevem particularidades dos personagens. 

Neuromancer abriu portas pro universo literário de ficção científica de um jeito maravilhoso - o tanto de premiações que ganhara é prova viva, além das inspirações futuras que prosseguiram.
Uma das coisas que gostei no livro é a intensidade que o autor colocou nas situações. Tudo acontece tão rápido que é necessário atenção na leitura. Teimei em pegar em Inglês para ver se a leitura fluía mais, pois demorei muito para começar (e acabar) esse livro, e minha surpresa foi positiva até que entraram os termos técnicos do livro. Me perdi no eng e fui ler o Português mesmo.

Ele vivia a tanto tempo no limite constante da ansiedade que quase se esquecera de como era ter medo de verdade.

Dá pra perceber que o autor não entende muito bem de informática, dá pra ficar confuso mas se você ignorar essas partes verá que não fazem falta.  Merece uma segunda leitura? Comigo não. Quem sabe, talvez, um dia num futuro muito distante. Me custou muito a lê-lo por num certo ponto do livro as coisas ficarem e n t e d i a n t e s por um bom período da história.

Nós nos isolamos por trás de nosso dinheiro, crescendo pra dentro, gerando um universo impecável do self.

A trama acontece em várias partes do mundo, porém começa em Tóquio. Aqui Gibson conseguiu captar minha atenção, acho que foi uma deixa para a justificação do visual dos personagens - eles têm um estilo bem intrigante.
Concluo que o livro foi neutro para mim, certos pontos eu gostei e outros achei sem graça que nem uva passa.

Leia mais resenhas sobre esse livro:
+ Desbravador de Mundos
+ Descafeínado Blog
+ Blah Cultural

Culpo Neuromancer pelo meu atraso na leitura dos Clássicos da Ficção, culpo mesmo. Se depois da minha trágica resenha você ainda se interessou pelo livro, me conta depois.
Você já leu esse clássico? Me conta o que achou! 
 


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